Às vésperas de um dos eventos mais prestigiados do Brasil, o que se percebe é que o carnaval já não é mais o mesmo há muito tempo. Com a interiorização da festa, os tradicionais sambas e marchinhas carnavalescas deixaram de ser unanimidade.
A Prefeitura de Ituiutaba, com o apoio de toda a comunidade, tem feito da cidade destaque no cenário nacional, no que se refere à configuração de um carnaval com segurança e uma estrutura de não deixar nada a desejar às festas de Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro.
É claro que em Ituiutaba não se tem os tradicionais desfiles dos blocos de rua, mas tem ecleticidade. Com atrações que vão desde Parangolé até Fernando e Sorocaba, pode-se dizer que não há mais fronteiras para o carnaval e que, certamente, todos os gostos musicais serão supridos, ou seja, os carnavais de interior estão caindo cada vez mais nas graças do povo.
Prova disso, é o gradativo volume de pessoas que vêm de outras cidades, até mesmo de outros estados, para engrossarem o número de participantes da festa em Ituiutaba todos os anos. De acordo com promotores do evento, esse diferencial tem feito do carnaval uma festa cada vez mais democrática e, se está agradando ao público até agora, é sinal de que estão no caminho certo para mais um ano de consagração.
Nesse ano, outra diferença será notada, principalmente aos adeptos da tradicional “Pipoca”, que ganham em respeito e dignidade, estando em local de destaque de frente para o palco.
Homenagem à tradição
Na sexta-feira, dia 17, a Prefeitura, juntamente com a Fundação Cultural de Ituiutaba e Comissão Organizadora do Carnaval farão uma homenagem a uma pessoa que muito bem representa a tradição, “Dona Senhorinha”, que foi a primeira baiana da cidade que não nasceu na Bahia, é bem mineira, de Ituiutaba.
Tudo começou quando um dia ela conseguiu convencer as amigas a sair vestidas assim. De lá pra cá, a aposentada nunca mais parou.
Dona Senhorinha nasceu no mês do Carnaval e, nesse ano, completou 90 anos. Com toda essa disposição e simpatia, Dona Senhorinha revive a história dos carnavais. Um sonho que começou há mais de 62 anos e que, para ela, deve ser embalado por muito mais tempo.